A oração a Maria

Por: Padre Alberto Gambarini | 7 de outubro de 2011

No mês de outubro, mês das missões, e também dedicado a Nossa Senhora, é conveniente conhecer um pouco mais sobre esta maravilhosa devoção. E com certeza, ninguém melhor do que o papa João Paulo II para nos conduzir nesta meditação. Esta reflexão é uma preciosidade que não pode deixar de ser divulgada:

“1. No decorrer dos séculos o culto mariano conheceu um desenvolvimento ininterrupto. Ele viu florescer, ao lado das tradicionais festas litúrgicas dedicadas à Mãe do Senhor, inúmeras expressões de piedade, frequentemente aprovadas e encorajadas pelo Magistério da Igreja.

Muitas devoções e preces marianas constituem um prolongamento da própria liturgia e, às vezes, contribuíram para enriquecer a estrutura, como no caso do Ofício em honra da Bem-aventurada Virgem e de outras pias composições que começaram a fazer parte do Breviário.

A primeira invocação mariana conhecida remonta ao século III e inicia com as palavras: “Sob a tua protecção (Sub tuum praesidium) procuramos refúgio, Santa Mãe de Deus…”. Contudo, desde o século XIV, a “Ave-Maria” é a oração à Virgem mais comum entre os cristãos.

Ao retomar as primeiras palavras dirigidas pelo Anjo a Maria, introduz os fiéis na contemplação do mistério da Encarnação. A palavra latina «Ave» traduz o vocábulo grego «xaire»: constitui um convite à alegria e poderia ser traduzido com o «Alegra-te». O hino oriental «Akathistos» reafirma com insistência este «alegra-te». Na Ave-Maria a Virgem é chamada «cheia de graça» e assim reconhecida na perfeição e na beleza da sua alma.

A expressão «o Senhor é convosco» revela a especial relação pessoal entre Deus e Maria, que se situa no grande desígnio da aliança de Deus com a humanidade inteira. Depois, a locução «Bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus » afirma a actuação do desígnio divino no corpo virginal da Filha de Sião.

Ao invocarem «Santa Maria, Mãe de Deus», os cristãos pedem Àquela que por privilégio singular é a imaculada Mãe do Senhor: «Rogai por nós pecadores » e confiam-se a Ela no momento presente e na suprema hora da morte.

2. Também a tradicional oração do «Angelus» convida a meditar o mistério da Encarnação, exortando o cristão a tomar Maria como ponto de referência nos diversos momentos da própria jornada, para a imitar na sua disponibilidade a realizar o plano divino da salvação. Esta oração faz-nos como que reviver o grande evento da história da humanidade, a Encarnação, à qual cada «Ave-Maria » faz referência. Aqui estão o valor e o fascínio do «Angelus», tantas vezes expresso não só por teólogos e pastores, mas também por poetas e pintores.

Na devoção mariana o Rosário assumiu um lugar de relevo que, através da repetição das «Ave-Marias», leva a contemplar os mistérios da fé. Também esta oração simples, alimentando o amor do povo cristão para com a Mãe de Deus, orienta de maneira mais clara a prece mariana para a sua finalidade: a glorificação de Cristo.

O Papa Paulo VI, bem como os seus Predecessores, especialmente Leão XIII, Pio XII e João XXIII, teve em grande consideração a prática do Rosário e desejou a sua difusão nas famílias. Além disso, na Exortação Apostólica Marialis cultus, ilustrou-lhe a doutrina, recordando que se trata de «oração evangélica, centrada no mistério da Encarnação redentora», e reafirmando a sua «orientação profundamente cristológica» (n. 46).

A piedade popular acrescenta ao Rosário com frequência as ladainhas, entre as quais as mais conhecidas são habituais no Santuário de Loreto e, por isso, chamam-se «lauretanas».

Com invocações muito simples, elas ajudam a concentrar-se na pessoa de Maria, para colher a riqueza espiritual derramada n’Ela pelo amor do Pai.

3. Como demonstram a liturgia e a piedade cristãs, a Igreja sempre teve em grande estima o culto para com Maria, considerando-o indissoluvelmente ligado à fé em Cristo. Com efeito, ele encontra o seu fundamento no desígnio do Pai, na vontade do Salvador e na acção inspiradora do Paráclito.

Tendo recebido de Cristo a salvação e a graça, a Virgem é chamada a desempenhar um papel relevante na redenção da humanidade. Com a devoção mariana os cristãos reconhecem o valor da presença de Maria no caminho rumo à salvação, recorrendo a Ela para obter todo o género de graças. Eles sabem sobretudo que podem contar com a sua intercessão materna, para receber do Senhor quanto é necessário ao desenvolvimento da vida divina e à obtenção da salvação eterna.

Como atestam os numerosos títulos atribuídos à Virgem e as peregrinações ininterruptas aos santuários marianos, a confiança dos fiéis na Mãe de Jesus impele- os a invocá-la nas necessidades quotidianas.

Eles estão certos de que o seu coração materno não pode permanecer insensível às misérias materiais e espirituais dos seus filhos.

Deste modo a devoção à Mãe de Deus, estimulando à confiança e à espontaneidade, contribui para aplacar o clima da vida espiritual e faz com que os fiéis progridam na via exigente das bem-aventuranças.

4. Queremos, por fim, recordar que a devoção a Maria, dando relevo à dimensão humana da Encarnação, faz descobrir melhor o rosto de um Deus que compartilha as alegrias e os sofrimentos da humanidade, o «Deus connosco», que Ela concebeu como homem no seu seio puríssimo, gerado, assistido e seguido com amor inefável desde os dias de Nazaré e de Belém até àqueles da Cruz e da Ressurreição.

João Paulo II, audiência geral 05/11/97

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REFLETIR E SORRIR

Por: Padre Alberto Gambarini | 4 de outubro de 2011

 

REFLETIR

Se Cristo não está sacramentalmente presente na Eucaristia, a Missa nada mais é do que uma cerimónia, piedosa comemoração de um aconteci­mento passado. Se Cristo não está de fato presente na hóstia consagrada, o sacerdote nada mais é do que um pregador qualquer — e não um homem separado por Deus para oferecer o Sacrifício. Na verdade, se Cristo não está, real e substancialmente, presente na Santa Eucaristia, a doutrina do Corpo Místico de Cristo — a Igreja — perde, igualmente, seu sentido e torna-se apenas uma metáfora: pois Cristo sacramentado é a Cabeça e o sustento do Corpo Místico. A Eucaristia é que nos une, em um Corpo, a Cristo, nossa Cabeça: «Visto que há um só pão, nós, embora muitos formamos um só corpo, nós todos que participamos dum mesmo pão» (1 Cor 10, 17)

O Pão Vivo, Thomas Merton, p 45, Vozes, 1959

SORRIR

- “Você tinha prometido não comprar mais vestidos”, se lamenta o marido com a esposa.

- Não foi culta minha, foi a tentação de um diabinho

- Por que você não mandou ele embora?

- Eu mandei, e virei as costas. Entretanto, ele sussurou nos meus ouvidos:

- De costas o vestido fica ainda melhor!

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A história do rosário

Por: Padre Alberto Gambarini | 29 de setembro de 2011

A HISTÓRIA DO ROSÁRIO

A história do Rosário é longo seguimento de maravilhas, favores, graças e bênçãos, concedidas a todos os que o recitam. A origem do Rosário é muito antiga, pois conta-se que os monges anacoretas usavam pedrinhas para contar o número das orações vocais. Desta forma, nos conventos medievais, os irmãos leigos dispensados da recitação do Saltério (pela pouca familiaridade com o latim), completavam suas práticas de piedade com a recitação de Pai-Nossos e, para a contagem, o Doutor da Igreja São Beda, o Venerável (séc. VII-VIII), havia sugerido a adoção de vários grãos enfiados em um barbante.

Segundo uma tradição antiga, o terço como é recitado em nossos dias, começou a ser organizado no sul da França. Por este tempo, surgiu certa seita de herejes, propagadora de doutri­nas contrárias a fé cristã. Infelizmente, depressa au­mentou o número dos seus adeptos cuja violência se manifestava pelo incêndio de igrejas, pelo saque de cidades, e pelo assassino de gente pacífica, só porque recusava aceitar os seus vis ensinamentos. Pouco a pouco atraíram a si homens de grande influência.

Mandou o Papa vários santos missionários para tentar convertê–los mas em vão. Os Reis enviaram contra eles os seus exércitos, mas sem resultado. Eram tais os excessos por eles praticados, que mais pareciam demônios saídos do inferno do que homens. Foi então que S. Domingos fez a sua aparição; mas por maior santo que fosse, nem sequer ele conse­guiu comovê-los. Estavam tão endurecidos que a nada se moviam. Em sua dificuldade, este grande servo de Deus costumava sempre pedir auxílio a Nossa Senhora.

Em dos seus momentos de oração, quando já estava para desistir da sua missão, Nossa Senhora lhe revela um meio para vencer os inimigos de Deus. Qual? Iindicou-lhe o Rosário como potente arma para o fortalecimento da fé pessoal e também para interceder pelas mais diferentes necessidades. Nossa Senhora disse a São Domingos: “Quero que saiba que, a principal peça de combate, tem sido sempre o Saltério Angélico (Rosário) que é a pedra fundamental do Novo Testamento. Assim quero que alcances estas almas endurecidas e as conquiste para Deus, com a oração do meu Saltério”.

Por meio destas palavras, a Virgem Maria revela onde esta o poder do rosário: é uma recitação da Palavra de Deus. O Pai-Nosso foi ensinado por Jesus (cf. Mt 6,9-15), e a Ave-Maria é formada por dois versículos’: “Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo.”(Lc 1,28), “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre.” (Lc 1,42). A Palavra dá força e consolo para quem dela se alimenta, e também detêm o avanço das mentiras do demônio.

Com o seu auxílio, Domingos converteu, num espaço de tempo incrivelmente breve, cem mil herejes, e tão eficientemente que muitos dos convertidos se tornaram eminentes na santidade. Foi esta a primeira grande vitória do Rosário. Desde então, têm espalhado esta devoção por toda a Cristandade. Mas não foram somente S. Domin­gos e os seus filhos que pregaram esta oração. Nossa Senhora suscitou santos em todos os tempos e lugares para a pregar e propagar.

Hoje você é uma desta pessoas chamadas a entrar neste exército de Nossa Senhora. Novamente crescem os inimigos da fé, e mais do que nunca temos que conquistar os seus corações para Deus. São Domingos prontamente atendeu ao apelo da Virgem Maria, e se transformou em apóstolo do Rosário. Qual será a sua resposta?

Roberto Carlos e Luciano Pavarotti – Ave Maria (1998)

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A importância dos pequenos gestos

Por: Padre Alberto Gambarini | 22 de setembro de 2011

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A vida cristã verdadeira acontece na prática de atos bons no nosso dia a dia. Por meio das nossas atividades cotidianas somos chamados a testemunhar o maravilhoso amor de Deus. Para isso não são necessários gestos heróicos, mas somente aprender a dar o melhor de nós em tudo.

O bom Ladrão, que foi pregado na cruz, tinha levado vida de cri­mes e maldades e ele mesmo confessou que merecia justamente a morte pavorosa da crucificação. Todavia, por um só ato de contrição: ” Jesus, lembra-te de mim, quando tiveres entrado no teu Reino!”(Lc 23,42), obteve pleno perdão dos seus pecados e mereceu ouvir de Nosso Senhor estas palavras ma­ravilhosas: “hoje estarás comigo no paraíso.”(Lc 23,43). Mais do que isso: tornou-se santo que é conhecido pelo nome de S. Dimas.

O Pobre Publicano, dobrado sob o pesado fardo de seus muitos e grandes pecados, tinha tão clara consciência da sua culpa, que não se atreveu a aproximar-se da parte mais santa do templo. Lá de longe, ba­teu no peito, curvou a cabeça e disse aquelas simples palavras: ” Ó Deus, tem piedade de mim, que sou pecador! ” (Lc 18,13). E voltou justificado para casa.

A oferta da Viúva. Estava uma vez Nosso Senhor no Templo. Por ser dia de festa acudiam ali os Príncipes do povo e os mais nobres e ricos dos judeus, e deitavam grandes esmolas no tesouro do Templo. Veio, por fim, também uma pobre viúva e lançou na caixa das esmolas a sua pequena oferta, que era quanto tinha. Nosso Senhor, que observava tudo o que se passava, voltou-se para os apóstolos e disse: ” esta pobre viúva pôs mais do que os outros. Pois todos aqueles lançaram nas ofertas de Deus o que lhes sobra; esta, porém, deu, da sua indigência, tudo o que lhe restava para o sustento. “(Lc 21,2-4). Este gesto vale tanto para as coisas materiais, como também pela capacidade de gastar o próprio tempo para ser útil a todas as pessoas.

Na vida dos santos encontramos estes exemplos, indicando que pequenos gestos são capazes de formar grandes homens e mulheres de Deus:

 S. Martinho, sendo soldado e ainda não baptizado, deu uma vez a um pobre metade da sua capa, visto que nada mais tinha consigo para lhe dar. Nessa noite lhe apareceu Nosso Senhor, envolto na mesma capa e disse: “Martinho, o jovem, deu-me esta capa”.

Certo dia, Jordão da Saxónia, estudante da Universidade de Bo­lonha, encontrou um mendigo que lhe pediu esmola por amor de Deus. Jordão, que nessa ocasião nada mais tinha ali para dar, tirou um cinto valiosíssimo que trazia, cravejado de pedras preciosas, e deu-o ao pobre. Momentos depois entrou numa igreja e, com surpresa, viu que o seu cin­to cingia Jesus Cristo Crucificado. Jordão veio a ser grande Santo e foi geral da Ordem Dominicana, sucessor de S. Domingos, e um dos mais zelosos apóstolos do seu tempo.

João Gualberto, nobre florentino, não negou ao assassino de seu irmão o perdão que ele lhe pediu por amor de Jesus Cristo. Entrou em seguida na igreja próxima e foi ajoelhar diante do Crucifixo. O Senhor Crucificado olhou-o com infinita doçura e inclinou para ele a cabeça amorosamente. Iluminado pela graça divina, João tornou-se santo e veio a fundar uma ordem de religiosos.

Santo Antão, jovem e rico, vivia no mundo, mas ouviu um sermão atentamente. O fruto desse sermão foi tornar-se Antão não somente santo mas pai e modelo de santos.

Santo Inácio de Loyola fez-se santo pela leitura de um bom livro cristão.

Deus nos ajude a descobrir a sua presença sempre nos acompanhando, e nos dê a graça através de nosso exemplo levar muitos à salvação

 AMAR COMO JESUS AMOU – PE. ZEZINHO

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O sonho de João XXIII

Por: Padre Alberto Gambarini | 16 de setembro de 2011

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O Papa João XXIII tinha um grande sonho! Qual? Conduzir a Igreja  a uma profunda renovação espiritual, conforme a sua oração, no final da carta de convocação para o Concílio:

“’Renova os teus milagres neste nossos dias, como em um novos Pentecostes. Permita que tua Igreja, unida em pensamento e firme em oração com Maria, a Mãe de Jesus, possa prosseguir na construção do Reino do nosso Divino Salvador, reino de verdade e de justiça, reino do amor e da paz. Amém’. ”

 A fontes para este pedido são três:

- O Pentecostes de Jerusalém lido agora em Atos 2,1-4:

“Chegando o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído, como se soprasse um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados. Apareceu-lhes então uma espécie de línguas de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Ficaram todos cheios do Espírito Santo e começaram a falar em línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.”

 Aí homens e mulheres foram transformados pelo poder de Deus e tornaram-se tochas vivas do Seu poder no mundo. 

– Os escritos de madre Elena Guerra. No seu livro Renascer do Espírito Santo escreve no primeiro parágrafo:

 “ O Espírito Santo é a tua verdadeira vida e não podes fazer nada bem sem Ele.”

– As visitas à uma aldeia pequena de 300 habitantes na antiga Tchecoslovaquia.

 Tudo começou no século XI, quando os habitantes da aldeia se viam em risco de morrer de fome, em conseqüência da onda de frio que lhes arruinou as colheitas, eles decidiram orar a Deus, pedindo a sua benção.

 Uma senhora de belas feições, que não se identificou nem disse de onde vinha, apareceu na montanha e ensinou-lhes como implorar o Espírito Santo. À medida que iam seguindo as suas instruções, eles todos receberam, plenamente, o Espírito Santo, dons ca­rismáticos, e o do dons dons: o amor. Naquele inverno, o pão foi cozido com farinha sagrada, e as suas provisões duraram, milagro­samente, até à colheita seguinte.

A força da oração e a manifestação do amor de Deus era tão forte que dispensava a necessidade de cadeias e hospitais. Quando alguém adoecia, a vila inteira se unia em oração até que viesse a cura do enfermo. As famílias eram unidas, não existia divórcio. Reinavam os bons costumes.

 A Bíblia era lida e rezada nos lares, e as crianças ensinadas a viver o poder do Espírito Santo. A missa dominical era a gloriosa celebração da presença de Jesus, e ocasião para receber o alimento do Seu Corpo e Sangue, a Eucaristia – fonte de todos os milagres.

 O futuro papa João XXIII visita esta aldeia em 1930, portanto 930 anos depois de todas as manifestações do Espírito Santo, e encontra o mesmo ambiente de fervor espiritual.

Como sucessor de Pedro, João XXIII, queria conduzir a Igreja novamente para a sala do cenáculo, para ajudá-la a permanecer no espírito de Pentecostes. Esta obra tem que continuar na vida de todos os cristãos, pois somos chamados a ser no mundo a línguas do fogo do Espírito Santo.

 

 

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