Pulseiras do sexo

Por: Padre Alberto Gambarini | 11 de dezembro de 2009

Muita gente passou a perguntar sobre a nova moda das pulseiras coloridas entre universitários, colegiais e o mais grave envolvendo também crianças. A primeira vista temos a impressão de estar diante de algo inocente, ou de uma volta ao passado. Nos anos 80-90 pulseiras semelhantes eram usadas para falar de amizade, por isso as pessoas as trocavam entre si. Ou as pulseiras da campanha contra o câncer, promovida pelo ciclista Lance Armstrong e que viraram fenômeno mundial há cinco anos.

A moda atual das pulseiras coloridas, começou na Inglaterra e chegou ao Brasil pela Internet. Estamos diante de algo perigoso. As tais pulseiras coloridas são parte de um jogo traiçoeiro, que leva à realização de atos sexuais. As crianças e adolescentes são induzidos a ter de modo precoce uma atividade sexual ativa.

O jogo consiste em romper uma das pulseiras para ganhar um favor sexual. Cada cor tem um significado:

Amarela – abraço

Rosa – mostrar o peito

Laranja – dentadinha de amor

Roxa – beijo com a língua, talvez sexo

Vermelha – dança erótica

Verde – chupões no pescoço

Branca – a menina escolhe o que quer

Azul – sexo oral a ser praticado pela menina

Preta – fazer sexo com quem arrancar a pulseira

Dourado – fazer todos os citados acima

Um outro dado é que aqueles que não estão dispostos a entrar na onda são considerados caretas, e chegam a perder o convívio com os colegas. As crianças e os adolescentes são facilmente influenciáveis, querem sempre fazer parte da onda da maioria e, por isso, não medem as conseqüências para serem aceitos. Se não usa determinada roupa ou corte de cabelo, se não esta ligado no mesmo estilo de música, se não tem a mesma maneira de falar, se não freqüenta as baladas e outros lugares “descolados”…passa a ser rejeitado pelo grupo. Ao lado disso existe a influência da Internet, televisão e os ídolos, levando cada vez mais as crianças e os adolescentes a agirem como se já fossem adultos.

A solução não é somente proibir ou tirar as pulseiras. Esta atitude é necessária. Porém, estas pulseiras oferecem a oportunidade para os pais e educadores se aproximarem das crianças e adolescentes, ajudando-os, de modo tranqüilo e cristão, a esclarecer as suas dúvidas. Eles estão atravessando por mudanças no corpo, enfrentam o despertar da sexualidade, e ao mesmo tempo vivem em um mundo profundamente erotizado. Se ninguém os orienta, por falso pudor, medo ou vergonha, o mundo os influenciará, e na maioria das vezes de maneira negativa.

 

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Meditação de Advento de Bento XVI

Por: Padre Alberto Gambarini | 10 de dezembro de 2009

 

Quero partilhar com vocês a bela e profunda meditação sobre o Advento do nosso querido papa Bento XVI. Ela será fonte de inspiração para viver melhor este tempo forte de preparação para a Volta de Jesus, e também celebrar  melhor a Festa do Natal.

«Anunciai a todos os povos: Deus vem, nosso Salvador».

Voltamos a escutar a primeira antífona desta celebração vespertina, que se apresenta como abertura do tempo de Advento e que ressoa como antífona de todo o Ano Litúrgico: «Anunciai a todos os povos: Deus vem, nosso Salvador». Ao início de um novo ciclo anual, a liturgia convida a renovar seu anúncio a todos os povos e o resume em duas palavras: «Deus vem». Esta expressão tão sintética contém uma força de sugestão sempre nova.

Detenhamo-nos um momento a refletir: não usa o passado — Deus veio — nem o futuro, — Deus virá –, mas o presente: «Deus vem». Se prestarmos atenção, trata-se de um presente contínuo, ou seja, de uma ação que sempre acontece: está ocorrendo, ocorre agora e ocorrerá mais uma vez. Em qualquer momento, «Deus vem».

O verbo «vir» apresenta-se como um verbo «teológico», inclusive «teologal», porque diz algo que tem a ver com a natureza própria de Deus. Anunciar que «Deus vem» significa, portanto, anunciar simplesmente o próprio Deus, através de uma de suas marcas essenciais e significativas: é o «Deus-que-vem».

Advento convida os crentes a tomar consciência desta verdade e a atuar coerentemente. Ressoa como um chamado proveitoso que acontece com o passar dos dias, das semanas, dos meses: «Desperta! Recorda que Deus vem! Não veio ontem, nem virá amanhã, mas hoje, agora! O único verdadeiro Deus, o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó não é um Deus que está no céu, desinteressando-se de nós e de nossa história, mas é o Deus-que-vem».

É um Pai que não deixa nunca de pensar em nós, respeitando totalmente nossa liberdade: deseja encontrar-nos, visitar-nos, quer vir, viver no meio de nós, permanecer em nós. Este «vir» se deve à sua vontade de livrar-nos do mal e da morte, de tudo aquilo que impede nossa verdadeira felicidade; Deus vem para salvar-nos.

Os Padres da Igreja observam que o «vir» de Deus — contínuo e, por assim dizer, co-natural com seu próprio ser — concentra-se nas duas principais vindas de Cristo, a de sua Encarnação e a de seu regresso glorioso no fim da história (cf. Cirilo de Jerusalém, «Catequese» 15, 1: PG 33, 870). O tempo de Advento vive entre estes dois pólos. Nos primeiros dias se sublinha a espera da última vinda do Senhor, como demonstram também os textos da celebração vespertina de hoje.

Ao aproximar-se o Natal, prevalecerá, no entanto, a memória do acontecimento de Belém, para reconhecer nele a «plenitude do tempo». Entre estas duas vindas, «manifestadas», há uma terceira, que são Bernardo chama «intermediária» e «oculta»: acontece na alma dos crentes e tem uma espécie de ponte entre a primeira e a última.

«Na primeira — escreve são Bernardo –, Cristo foi nossa redenção; na última se manifestará como nossa vida , nesta será nosso descanso e nosso consolo» («Disc. 5 sobre o Advento», 1).

Para a vinda de Cristo, que poderíamos chamar «encarnação espiritual», o arquétipo é Maria. Como a Virgem conservou em seu coração o Verbo feito carne, assim cada uma das almas e toda a Igreja estão chamadas, em sua peregrinação terrena, a esperar Cristo que vem, e a acolhê-lo com fé e amor sempre renovados.

A Liturgia do Advento sublinha que a Igreja dá voz a essa espera de Deus profundamente inscrita na história da humanidade, uma espera com freqüência sufocada e desviada para direções equivocadas. Corpo misticamente unido a Cristo Chefe, a Igreja é sacramento, ou seja, sinal e instrumento eficaz dessa espera de Deus.

De uma forma que só Ele conhece, a comunidade cristã pode abreviar a vinda final, ajudando a humanidade a sair ao encontro do Senhor que vem. E isto o faz antes que nada com a oração, mas não somente dessa forma. As «boas obras» são essenciais e inseparáveis da oração, como recorda a oração deste primeiro domingo de Advento, com a qual pedimos ao Pai Celestial que suscite em nós «a vontade de sair ao encontro de Cristo, com as boas obras».

Deste ponto de vista, o Advento é mais adequado que nunca para converter-se em um tempo vivido em comunhão com todos aqueles — e graças a Deus são muitos — que esperam um mundo mais justo e fraterno.

Este compromisso pela justiça pode unir em certo sentido os homens de qualquer nacionalidade e cultura, crentes e não crentes. Todos, de fato, estão animados por um anseio, ainda que diferente por suas motivações, de um futuro de justiça e de paz.

A paz é a meta à que toda a humanidade aspira! Para os crentes, «paz» é um dos nomes mais belos de Deus, que quer o entendimento entre todos seus filhos, como tive a oportunidade de recordar em minha peregrinação destes dias passados à Turquia.

Um canto de paz ressoou nos céus quando Deus se fez homem e nasceu de uma mulher, na plenitude dos tempos (cf. Gálatas 4, 4).

Comecemos, pois, este novo Advento — tempo que nos presenteia o Senhor do tempo –, despertando em nossos corações a espera do Deus-que-vem e a esperança de que seu nome seja santificado, de que venha seu reino de justiça e de paz, e que se faça sua vontade assim na terra como no céu.

Deixemo-nos guiar nesta espera pela Virgem Maria, mãe do Deus-que-vem, Mãe da Esperança, a quem celebraremos dentro de uns dias como Imaculada: que nos conceda a graça de ser santos e imaculados no amor quando aconteça a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, a quem, com o Pai e o Espírito Santo, se louve e glorifique pelos séculos dos séculos. Amém.

[Traduzido por Zenit.

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Preparar o Natal

Por: Padre Alberto Gambarini | 9 de dezembro de 2009

O tempo do Advento nos ajuda a parar para pensar por que nós celebramos o Natal? Se nós não paramos para pensar o “porquê” destes dias tão belos, então, provavelmente cairemos na armadilha do Natal sem Jesus.

Alguma vez você já entrou em seu carro para ir a algum lugar e, em seguida, sem saber acabou indo na direção errada? Bem, isso é exatamente o que pode acontecer com a nossa festa de Natal, se não aproveitamos o tempo do Advento para preparar o nascimento de Jesus. Para viver bem o tempo do Advento é necessário deixar-se conduzir pelo Espírito Santo.

Uma das primeiras dimensões é a conversão, isto é a mudança de rota em nossa vida. Em 2Cor 5,17 lemos: “Todo aquele que está em Cristo é uma nova criatura. Passou o que era velho; eis que tudo se fez novo!” Ninguém é capaz de se tornar uma nova criatura sozinho. Quem tem Cristo, tem esta nova vida. O sacramento da reconciliação (confissão) é um instrumento importante para quem deseja crescer na vida com Deus.

Outra dimensão é renovar a vida de oração. Aí esta uma das dificuldades, inclusive de muitos cristãos, entenderem a importância da oração para manter a vitalidade da fé. Para isso, é necessário a humildade para reconhecer a necessidade de aprender a rezar. E isso se faz com a ajuda de alguma pessoa preparada para esta tarefa; por meio da leitura de bons livros sobre espiritualidade; e na medida do possível com um diretor espiritual.

Neste Advento, faça a experiência de criar todos os dias um momento de recolhimento para estar a sós com Deus. Procure chegar uns 20 minutos antes da missa começar, para se preparar espiritualmente. Descubra a beleza de fazer uma visita de 15 minutos (no mínimo) ao Santíssimo Sacramento, uma vez por semana. Mais próximo do Natal busque o perdão de Jesus na confissão.

Não se esqueça de que muitas famílias não terão nada em sua ceia natalina. Sozinho ou unido a outras pessoas da sua paróquia (esta segunda opção é melhor), comprometa-se a ajudar uma ou várias famílias com mantimentos natalinos.

Estas atitudes simples, impedirão de ir na direção errada do Natal. Natal é a ocasião para deixar a luz de Cristo brilhar no coração, e despertar uma nova alegria diante da vida. Natal nos une ao amor de Deus, e nos confia a missão de espalhar este amor a todas as pessoas.

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Imaculada Conceição

Por: Padre Alberto Gambarini | 9 de dezembro de 2009

Imaculada Conceição é um dogma católico declarado em 1854, pelo Papa Pio IX.

Por meio de título, professamos a prerrogativa concedida unicamente a Nossa Senhora: Maria foi concebida sem a mancha do pecado original por sua mãe Santa Ana.

Este privilégio foi dado a Maria em vista daquele que seria gerado por ela: Jesus Cristo.

Testemunho da escritura

1- O diálogo entre Deus e a serpente no paraíso: Gn 3,15 – esta mulher é Maria – a nova Eva. O pecado é a mancha da serpente, que não poderia ser transmitida ao Filho de Deus.

2- A saudação do anjo Gabriel em Lc 1,28

O anjo troca o nome de Maria por cheia de graça, como ela é vista pelo próprio Deus.

Falar, pois, que: “Maria achou graça” é dizer que achou a “graça original”. Ora, a “graça original” é a “Imaculada Conceição”!

O Senhor é contigo – se Deus esta com ela, significa que não é possível também estar o pecado.

Por isso, é importante lembrar:

Se qualquer mancha houvesse na formação de Maria Santíssima, teria havido igualmente na formação de Jesus, pois o filho é formado do sangue materno.

O papa Pio XII, em uma carta sobre o centenário das peregrinações à Lourdes, afirmou: “ O papa Pio IX definiu o dogma da Imaculada Conceição, e o céus confirmaram esta verdade na aparição em Lourdes.

Nossa Senhora se apresenta como Imaculada Conceição a Santa Bernardete.

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Boas vindas

Por: Padre Alberto Gambarini | 9 de dezembro de 2009

Estou começando estes  artigos para levar de um modo mais amplo a Palavra de Deus a todas as pessoas, como ordenou o próprio Jesus em Mc 28,19 “Ide, pois, e ensinai a todas as nações…“.

Levar a Palavra de Deus é levar Jesus para o coração das pessoas. Esta é justamente a maior necessidade do coração humano: encontrar com o amor. E o verdadeiro amor só Jesus é capaz de dar. Tenho a certeza que estaremos juntos nesta aventura maravilhosa. Prepare-se para experimentar a manifestação do poder de Deus em sua vida.

Deus te abençoe, os anjos te protejam e salve Maria!

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