Por: Padre Alberto Gambarini | 20 de dezembro de 2011
Vem aí o Natal, de novo os cartões de Boas Festas, os presentes, a família reunida…
Vem aí o Natal. Que seria do mundo sem estes dias de poesia e ternura, sem esta terapia para o egoísmo, sem este regresso à simplicidade e humildade do presépio.
Iluminam-se as ruas e as vitrines das lojas. Ninguém, nenhuma lei obriga. Mas os homens sentem necessidade de fazer. Porque um menino nasceu na gruta de Belém, e esse menino é o Salvador do mundo.
O mundo desorientado necessita deste retorno à gruta de Belém, ao amor infinito feito ternura humana.
O mundo precisa deste retorno à simplicidade dos pastores ingênuos a quem os anjos anunciaram a paz aos homens de boa vontade.
Vem aí o Natal, e agora Deus quer nascer no coração de quem deseja o amor, e é capaz de ser bom em um mundo mau.
Vem aí o Natal, trazendo a luz de Deus para quem deseja começar um caminho novo cheio de paz, harmonia, saúde, prosperidade.
Basta olhar para a manjedoura e lembrar que o nascimento de Jesus é também o nosso nascimento. O nascimento de Jesus foi biológico, o nosso é espiritual. Ele foi gerado por obra do Espírito Santo, que também nos dá o novo nascimento.
No Natal é Deus quem nos presenteou, dando-nos o presente dos presentes: “Mas a todos aqueles que o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus, os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas sim de Deus.”(Jo 1,12-13).
Neste Natal, e a partir dele, descubra o quanto você é precioso para Deus, ao ponto de ter enviado Jesus por causa de você. Deixe este amor dar a você a coragem para ser feliz. Quando se sentir fraco diante da vida, lembre-se você não esta sozinho: tem Jesus.
Espalhe este amor. Sorria para as pessoas. Não faça o mal. Saiba perdoar. Se errar recomece. Não atire pedras em quem também erra. Tenha a coragem de ser gentil.
Por: Padre Alberto Gambarini | 3 de dezembro de 2011
VOCÊ NÃO ESTA SOZINHO !
“Quando te sentires triste, invoca Jesus, e ele te confortará.
Se a maldade te arrasta, chama-o e ele virá em tua ajuda.
Se te encontras indiferente na fé, conta-lhe e ele te devolverá o fervor.”
Santo Afonso Maria de Ligório
A vida de todas as pessoas está sujeita a todo tipo de problemas. Nestas horas todos desejam coragem para reagir, consolo e proteção. A Palavra de Deus nos diz que tudo isso está à nossa disposição. Infelizmente, desperdiçamos muito tempo lamentando o lado ruim da vida e não nos apropriamos da bênção colocada à nossa disposição.
No Salmo 45,2 lemos: Deus é nosso refúgio e nossa força, mostrou-se nosso amparo nas tribulações.
Aí está o segredo para enfrentar, sair delas ou não se deixar abater pelas tempestades da vida. Guarde com carinho no coração estas palavras. Na hora de alguma tribulação lembre-se delas. Repita as palavras deste versículo. Você sentirá que não está sozinho, Deus nunca nos abandona.
Esta atitude trará força para reagir. A sua mente será inundada pela confiança e pela esperança. Se você caiu se levantará, porque sentirá Deus impulsionando a sua vontade. Se for necessário recomeçar, Deus dará a coragem.
Não se deixe vencer por nenhuma dificuldade, porque com Deus você pode reagir.
QUER MILAGRES ?
“Só confia nEle e Ele continuará conduzindo você
seguramente através de tudo. Onde não puder caminhar,
Ele o carregará nos braços.”
São Francisco de Sales
Você precisa de um milagre na sua vida para algo que parece impossível?
Então saiba que isso é possível, porque cremos no Deus dos impossíveis. Ele tem o poder para abrir as portas que pareciam estar fechadas para sempre. Ele criou o mundo do nada, por isso também pode preencher o vazio da sua vida com uma nova alegria. Ele fez surgir a luz, por isso pode iluminar todas as suas trevas. Ele pode tornar realidade os seus sonhos. E muito mais poderá fazer, se você crer.
Aí está a chave para liberar os milagres: crer em Deus. Crer em Deus significa também estar em sintonia com a Palavra. Esta foi a atitude da Virgem Maria por ocasião da visita do arcanjo Gabriel. Ela foi surpreendida por algo que parecia impossível: ser a mãe do Filho de Deus.
Ela não entendeu tudo, mas soube confiar. As suas palavras refletem um dos mais belos atos de fé, como lemos em Lucas 1,38: Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra.
Quer milagres? Diga sim a Deus. Não deixe a dúvida impedir você de receber aquilo que Deus tem de maravilhoso preparado para todos os que nele confiam.
Estas são duas mensagens do meu livro MENSAGENS ENCONTRO COM CRISTO, cada mensagem tem um pouco do carinho de pai espiritual que deseja levar seus filhos a caminharem com com coragem, alegria e bênção. Este livro você o encontra nas livrarias católicas, Saraiva, Cultura… e também pode adquiri-lo em minha loja virtual http://goo.gl/m1ThP Tenho a certeza que será seu livro de cabeceira, e também é um bom presente de Natal.
Por: Padre Alberto Gambarini | 17 de novembro de 2011
“O surgimento da Renovação na seqüência do Concílio Vaticano II foi um dom particular do Espírito Santo à Igreja. Certamente um dos os resultados mais importantes desse despertar espiritual foi a aumentada sede de santidade…” João Paulo II
Se perguntassem para mim: Qual a maior necessidade da renovação carismática católica? Eu responderia: voltar ao espírito do início da ação do Espírito Santo. Voltar ao espírito do início não significa ficar no passado, e sim recuperar o mesmo entusiasmo e ardor pelo Reino de Deus.
O risco de todos os avivamentos é com o tempo se institucionalizarem além do necessário, e como conseqüência perderem o dinamismo da liberdade do Espírito. E isso é esquecer o propósito de Deus ao conceder “esta nova chance para a Igreja”, segundo palavras de Paulo VI, em um dos seus encontros com dirigentes da renovação carismática.
A renovação carismática nasceu para manter viva a consciência de que a Igreja é chamada a um contínuo Pentecostes. Este era o desejo de João XXIII ao convocar o Concílio Vaticano II. No final da carta de convocação dos bispos escreveu: “Renova em nossa época os prodígios de um novo Pentecostes…”.
Uma das respostas a esta oração do sucessor de Pedro, aconteceu em um final de semana de fevereiro de 1967. Um grupo de estudantes da universidade de Duquesne, nos Estados Unidos, se reuniu para um retiro. A finalidade era rezar e estudar o livro de Atos dos Apóstolos. Na noite do sábado acontece a experiência maravilhosa do batismo no Espírito, e a manifestação espontânea dos carismas.
Estes jovens foram o instrumento para uma verdadeira revolução espiritual na Igreja católica, segundo alguns, somente comparada ao Pentecostes da sala do cenáculo de Jerusalém.
A renovação carismática mostrou a sua força pela simplicidade. Sem recursos de nenhuma espécie, apoiando-se unicamente na riqueza do Espírito Santo, contando com a intercessão de Maria, assumiu a missão de anunciar com paixão o evangelho.
As sementes foram os pequenos grupos de oração. No início aconteciam nas casas, e quando era permitido em alguma sala das paróquias. A característica era o fervor, louvor, exercício dos carismas, amor a Palavra. O clima era de fraternidade, todos se sentiam realmente irmãos em Jesus Cristo. E o importante, as pessoas não perdiam por nada estas reuniões cheias de poder. Todos eram ocupados, mas tinham sido tocados pelo fogo do Espírito, por isso não faltavam. Vinham como estavam, e saiam renovados. Não perdiam nenhuma ocasião para testemunhar a transformação de suas vidas. E isso conquistava mais pessoas, sem uma estratégia de propaganda. Era a confiança na obra do Espírito Santo.
Não podemos esquecer dos seminários de vida no Espírito. Eu vi seminários de vida começarem com alguns bancos cheios e encerrarem em catedrais ou teatros lotados. Eu preguei durante anos (junto com Pe. Eduardo, Padre Jonas, a saudosa tia Laura…) no Estádio do Morumbi com 150.000 participantes. Não estou falando somente de números, mas da obra de multiplicação quando estamos na dependência de Jesus, guiados pelo Espírito Santo. Eram dias de abertura à Palavra, restauração de vidas, cura de enfermidades, libertação do mal. E o interessante pouca estrutura, e infinita entrega voluntária dos servos.
O Espírito Santo não necessita de ajuda e sim de docilidade às suas inspirações. Voltar ao início significa não cair na armadilha de “modismos” ou “estratégias” passageiras. Exige a coragem de entregar a vida a Jesus, romper como pecado, acender o fogo do Espírito no coração, e ser testemunha das maravilhas de Deus. E tudo mais será dado em acréscimo.
Vem Espírito Santo, Inunda-nos!
Espírito do Pai, vivifica-nos!
Espírito do Filho, salva-nos !
Amor eterno, abrasa-nos,
Com Teu fogo, infama-nos,
Com Tua luz, ilumina-nos.
Fonte viva, sacia-nos,
De nossos pecados, purifica-nos.
Por Tua unção, robustece-nos,
Com Teu consolo, recreia-nos,
Com Tua graça, guia-nos
E protege-nos com Teus anjos.
Não consistas jamais separar-nos de Ti
E ouve nossa oração, Deus Espírito Santo.
Toca-nos com Teu dedo
E infunde-nos a torrente de virtudes.
Fortalece-nos com Teus dons,
Deleita-nos com Teus frutos.
Guarda-nos do inimigo mau,
Unge-nos para o combate derradeiro,
Ampara-nos na hora da morte.
Chama-nos, então, para junto de Ti,
Para louvar toda a eternidade,
O Pai, o Filho e a Ti,
Com todos os santos, ó doce Consolador.
Amém.
Por: Padre Alberto Gambarini | 11 de novembro de 2011
No Antigo Testamento, de acordo com o livro Macabeus, Judas Macabeu «mandou oferecer um sacrifício pelo pecado dos que tinham morrido (com suspeitas de idolatria), para que fossem libertados do pecado» {2 Mac 12,45). Portanto, Judas admitia a possibilidade de uma purificação depois da morte, o que constitui a essência da doutrina sobre o purgatório.
O autor deste livro, louva Judas Macabeu, por três razões:
* a sua esperança na ressurreição.
* a sua esperança de um perdão para os que tinham morrido.
* a sua convicção de que existe uma comunhão entre os vivos e os mortos.
No livro de Daniel podemos também ver que, para ele, a morte não era o fim definitivo de tudo (cf. Dan 12,2). Por isso, era louvável implorar a Deus pelos mortos, por meio de orações e sacrifícios. No judaísmo tardio, encontramos a ideia de que ao lado da aniquilação dos pecadores, existe determinada categoria de pessoas que se salvarão, mas terão necessidade de passar pelo fogo: «(…) Farei essa terceira parte passar pelo fogo para a purificar, como se purifica a prata, para a provar, como se prova o ouro» (Zac 13,9).
No Novo testamento, em Mateus 12,32, onde se fala em pecados «que não serão perdoados», temos um eco desta concepção do judaísmo de uma purificação (não julgada possível para todos os pecadores) do homem depois da morte.
O apelo que S. Paulo faz a Cristo na Segunda Carta a Timóteo, para obter misericórdia junto de Deus, no dia do juízo, em favor de Onesíforo, revela a idéia que depois da morte, ainda é possível uma sentença mais favorável que a estritamente merecida (cf. 2 Tim 1,18).
Na Primeira Carta aos Coríntios, sob a imagem de uma construção, provada pelo fogo, onde se declara que no dia de Javé, o valor do apostolado do pregador do Evangelho, será manifesto. Afirma-se a ideia de uma purificação depois da morte, para aqueles cujo comportamento não foi plenamente correcto, mas não tão errado, que devessem ser excluídos da salvação {1 Cor 3,11-15).
Começando pela definição de purgatório, segundo a doutrina católica, é «o estado intermédio entre a vida terrena e a recompensa celeste», no qual são «purgados» (daqui vem a palavra purgatório), aqueles que passaram desta vida e não estão totalmente livres de culpa.
Outra definição, mais completa, poderia ser esta: é o encontro (depois da morte), da nossa imperfeição (que apesar da escolha do bem, cada um viveu durante a sua existência terrena) com a vitória adquirida por Cristo, pela sua morte e ressurreição, e partilhada na realidade do seu Corpo: a Igreja.
Ou, por outras palavras, é a dimensão do juízo divino, em relação ao pecador arrependido, que pela misericórdia de Deus é transfigurado em Cristo. Com efeito, neste mundo, nenhum ser humano pode realizar um só acto completamente despojado de egoísmo. Ora despojar-se de si próprio supõe sofrimento, tanto enquanto vivemos, como depois da morte.
Mas embora já possamos começar a experimentar esta dor na vida presente, quando assumimos o sofrimento no seu verdadeiro significado, só à luz crua e dolorosa da santidade de Deus, depois de morrermos, é que nos será possível avaliar a verdadeira dimensão da nossa falta de amor e ver quão diferentes somos de Deus.
Por isso, seremos nós que não quereremos fugir ao efeito purificador do purgatório. Pelo contrário, desejaremos assumi-lo voluntariamente, pois, postos na presença de Deus, não podemos deixar de ficar horrorizados com aquilo que somos, arrependendo-nos de tudo o que, na nossa história pessoal foi egoísmo, e vendo nessa dor a possibilidade de «compensar» tudo isso.
Esta dor torna-se, assim, purificante, uma vez que é acolhida no amor, dissolvendo todos os resíduos do pecado, e conduzindo-nos, deste modo, à verdadeira liberdade e ao verdadeiro amor, semelhante ao de Deus.
Por isso, o único e verdadeiro sofrimento do purgatório, é o de ainda não poder ver Deus. Mas mesmo este sofrimento, é penetrado pela alegria da certeza de que os que se purificam verão a Deus, tal qual Ele é; é um «sofrimento alegre», porque eles serão completamente amor, quanto uma criatura o pode ser.
CATECISMO DA IGREJA E O PURGATÓRIO
1030 Os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas não de todo purificados, embora seguros da sua salvação eterna, sofrem depois da morte uma purificação, a fim de obterem a santidade necessária para entrar na alegria do céu.
1031 A Igreja chama Purgatório a esta purificação final dos eleitos, que é absolutamente distinta do castigo dos condenados. A Igreja formulou a doutrina da fé relativamente ao Purgatório sobretudo nos concílios de Florença (decreto Pro Graecis) e de Trento (decreto de Purgatorio) A Tradição da Igreja, referindo-se a certos textos da Escritura (1Cor 3,15; 1Pe 1,7) fala dum fogo purificador:
«Pelo que diz respeito a certas faltas leves, deve crer-se que existe, antes do julgamento, um fogo purificador, conforme afirma Aquele que é a verdade, quando diz que, se alguém proferir uma blasfémia contra o Espírito Santo, isso não lhe será perdoado nem neste século nem no século futuro (Mt 12,32). Desta afirmação podemos deduzir que certas faltas podem ser perdoadas neste mundo e outras no mundo que há-de vir» (S. Gregório Magno, Dialogi)
1032 Esta doutrina apoia-se também na prática da oração pelos defuntos, de que já fala a Sagrada Escritura: «Por isso, [Judas Macabeu] pediu um sacrifício expiatório para que os mortos fossem livres das suas faltas» (2 Mac 12,46). Desde os primeiros tempos, a Igreja honrou a memória dos defuntos, oferecendo sufrágios em seu favor, particularmente o Sacrifício eucarístico, para que, purificados, possam chegar à visão beatífica de Deus. A Igreja recomenda também a esmola, as indulgências e as obras de penitência a favor dos defuntos:
«Socorramo-los e façamos comemoração deles. Se os filhos de Job foram purificados pelo sacrifício do seu pai, por que duvidar de que as nossas oferendas pelos defuntos lhes levam alguma consolação? Não hesitemos em socorrer os que partiram e em oferecer por eles as nossas orações» (S. João Crisóstomo)
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