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Maio: mês de Maria, mês das Mães

quarta-feira, maio 2nd, 2012

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Maio, mês que toca nosso coração e por vários motivos: é o mês em que celebramos o Dia das Mães, e entre todas elas, aquela que é a mãe de Deus e nossa Mãe, a Virgem Maria a quem amamos e reverenciamos em nosso Santuário, com o titulo de Nossa

Senhora dos Prazeres.

Celebrar as mães é celebrar a vida, é celebrar sua presença amorosa no lar, presença que acolhe, cuida, educa e ajuda a crescer. No Dia das Mães queremos cumprimentar e agradecer a todas as mulheres que assumem e vivem com dedicação e responsabilidade sua vocação materna, que se realiza de diversas maneiras, seja no cuidado dos próprios filhos, seja na acolhida e adoção de outros, seja na vida consagrada, que, ao renunciar a maternidade biológica, pelo Reino de Deus, não abdica da maternidade espiritual, mas a realiza ao entregar-se totalmente ao serviço comunitário. Deus Pai, por intercessão de Nossa Senhora dos Prazeres, derrame suas bênçãos sobre todas as mães do nosso Brasil.

Maio é também o mês de Maria, e desde o início da evangelização do Brasil, Nossa Senhora teve e tem uma grande presença na formação e na vivência cristã do nosso povo. Pode-se dizer que a nossa cultura tem raiz cristã e mariana. Basta observar quantas dioceses, paróquias, cidades, vilas, bairros, serras, rios, colégios, empresas, pessoas trazem o nome da Mãe do Céu, sob os mais diferentes títulos com os quais é invocada no Brasil e no mundo, para perceber o quanto o nosso povo, venera e ama a Virgem Maria.

Que Nossa Senhora abençoe todos os lares do Brasil, para que sejam uma pequena igreja doméstica, onde se vive o amor, a fé, a união e a paz.

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Sábado Santo

sábado, abril 7th, 2012

HISTÓRIA DO SÁBADO SANTO

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Como começou

Na Igreja antiga, também durante este dia não havia nenhuma função litúrgica. Era só a noite que se iniciavam as solenes comemorações da ressurreição. Essa vigília solene já era mencionada em livros do século segundo.

De acordo com o testemunho de S. Jerônimo (347-419 m.m) essa vigília de orações já existia no tempo dos apóstolos. As cerimônias começavam ao por do sol e duravam praticamente até a meia noite. A manhã do sábado era ocupada com a preparação dos que à noite receberiam o batismo solene: eram feitos os ritos preparatórios com os exorcismos e a profissão de fé. Com o passar do tempo, as cerimônias começaram cada vez mais cedo, até serem feitas na manhã de sábado. Com isso a vigília pascal perdeu muito de seu significado e de sua majestade.

Em 1951, o papa Pio XII reintroduziu a vigília noturna. Inicialmente o horário noturno era apenas facultativo. A partir de 1956, tornou-se obrigatória a celebração noturna. Os mais antigos ainda devem lembrar como ao meio dia de sábado já repicavam os sinos anunciando a ressurreição.

Riquezas na Liturgia

Na vigília do sábado santo podemos distinguir quatro partes: 1ª. Benção do Fogo; 2ª. A benção do Círio Pascal; 3ª. A benção da água batismal; 4ª. A missa de Páscoa. É bastante antigo o costume de benzer o fogo novo na vigília pascal. Hoje em dia, é bastante para nós apertar um botão e ver brilhar a luz, ou riscar um fósforo e acender o fogo.

Antigamente, as casas conservavam continuamente aceso um fogo ou uma lâmpada. Na noite de quinta-feira apagavam-se as velas nas igrejas e também nas casas. Para iniciar, pois, a vigília pascal era preciso acender novamente o fogo, o que se fazia usando pedra – a pederneira. Com esse fogo novo eram acesas as velas da igreja e os fiéis levavam depois velas e tochas para acenderem também as luzes em suas casas. Isso dava à cerimônia um grande significado. O fogo novo lembrava facilmente a fé, a luz e a vida que o Cristo nos trouxe e que deve influenciar toda a nossa vida. Cada lâmpada acesa durante o ano nas casas lembrava continuamente esse significado: era uma concretização simbólica da presença de Cristo que deve iluminar cada lar cristão.

Com o fogo novo era acesa uma grande vela, o círio, que era levado para dentro da igreja e era benzido solenemente, lá pelo ano 300. O círio pascal é uma figura de Cristo, assim podemos compreender a solenidade das palavras da benção litúrgica, que data possivelmente do século quinto. Na Idade Média, o círio atingia às vezes enormes proporções. Sabemos de um círio usado na Inglaterra, em 1517, que tinha uns 11 metros de altura.

A terceira parte da vigília era a benção da fonte batismal. Eram feitas nada menos de doze leituras da Escritura (a partir de 1956 ficaram reduzidas a quatro apenas). Essas leituras deviam servir de instrução para os que deviam ser batizados nessa noite. Até o Século XV, em Roma, as leituras eram feitas também em grego. Terminadas essas longas leituras, o bispo com os sacerdotes e os que deviam ser batizados, dirigiam-se para o batistério da Igreja. Ali se fazia a benção da água batismal e as longas cerimônias do batismo. Isso demorava bastante. Por isso o povo que continuava na Igreja ficava cantando a ladainha de todos os santos. Chegavam a cantar três vezes a ladainha toda; na primeira vez cada invocação era repetida 07 vezes; na segunda 05 vezes; na terceira 03 vezes.

Podemos imaginar como era grande o número de batizados, que eram feitos, aliás, só nessa ocasião. Terminado o batizado, os novos cristãos voltavam para a Igreja, vestidos de branco, cada um trazendo uma vela acesa. Por esse tempo estavam também terminando a ladainha de todos os santos.

Começava então a última parte da vigília pascal, a celebração da santa missa. Essa solenidade foi sempre considerada na antiguidade a máxima solenidade da Igreja. Nessa missa, os recém-batizados participavam da comunhão pela primeira vez. Até o ano 600 mais ou menos, esses novos Cristãos recebiam, depois da comunhão uma bebida preparada com leite e mel. Terminada a missa, os fiéis voltavam para seus lares, cada família levando uma vela acesa: uma bela imagem do cristão que leva ao mundo a luz que é o Cristo.

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Epifania do Senhor: uma luz para os povos

sexta-feira, janeiro 6th, 2012

magosA origem oriental desta solenidade está implícita no seu nome: Epifania (revelação, manifestação). Os latinos usavam a denominação festividade da declaração ou aparição com o significado de revelação da divindade de Cristo ao mundo pagão através da adoração dos magos, aos judeus com o batismo nas águas do Jordão e aos discípulos com o milagre das bodas de Caná. O “Dia de Reis” é uma das festas tradicionais mais singelas celebrada em todo o mundo católico. Neste dia se comemora a visita de um grupo de reis magos (Mt 2 1 -12), vindos do Oriente, para adorar a “Epifania do Senhor”. Ou seja, o nascimento de Jesus, o Filho por Deus enviado, para a salvação da humanidade.

O termo “mago” vem do antigo idioma persa e serviu para indicar o país de suas origens: a Pérsia. Eram reis, porque é um dos sinônimos daquela palavra, também usada para nomear os sábios discípulos de uma seita que cultuava um só Deus. Portanto, não eram astrólogos nem bruxos, ao contrário, eram inimigos destas enganosas artes mágicas e misteriosas.

Esses soberanos corretos, esperavam pelo Salvador, expectativa já presente mesmo entre os pagãos. Deus os recompensou pela retidão com a maravilhosa estrela, reconhecida pela sabedoria de suas mentes como o sinal a ser seguido, para orientação dos seus passos até onde se achava o Menino Deus.

Foram eles que mostraram ao mundo o cumprimento da profecia de séculos, chegando no palácio do rei Herodes, de surpresa e perguntando “pelo Messias, o recém-nascido rei dos judeus”. Nesta época aquele tirano reprimia a população pelo medo, com ira sanguinária. Mas os magos não o temeram, prosseguiram sua busca e encontraram o Menino Deus.

A Bíblia diz que os magos chegaram à casa e viram o Menino com sua Mãe. Isto porque José já tinha providenciado uma moradia muito pobre, mas mais apropriada, do que a gruta de Belém onde Jesus nascera. Ali, os reis magos, depois de adorar o Messias, entregaram os presentes: ouro, incenso e mirra. O ouro, significa a realeza de Jesus; o incenso, sua essência divina e a mirra, sua essência humana. Prestada a homenagem, voltaram para suas nações, evitando novo contato com Herodes, como lhes indicou o anjo do Senhor.

A tradição dos primeiros séculos, seguindo a verdade da fé, evidenciou que eram três os reis magos: Melquior, Gaspar e Baltazar. Até o ano 474 seus restos estiveram sepultados em Constantinopla, a capital cristã mais importante do Oriente, depois foram trasladados para a catedral de Milão, na Itália. Em 1164 foram transferidas para a cidade de Colônia, na Alemanha, onde foi erguida a belíssima Catedral dos Reis Magos, que os guarda até hoje.

No século XII, com muita inspiração, São Beda, venerável doutor da Igreja, guiado por uma inspiração, descreveu o rosto dos três reis magos, assim: “O primeiro, diz, foi Melquior, velho, circunspecto, de barba e cabelos longos e grisalhos… O segundo tinha por nome Gaspar e era jovem, imberbe e louro… O terceiro, preto e totalmente barbado chamava-se Baltazar (cfr. “A Palavra de Cristo”, IX, p. 195)”.

Deus revelou seu Filho ao mundo e ordenou que o acatassem e seguissem. Os reis magos fizeram isto com toda humildade, gesto que simboliza o reconhecimento do mundo pagão desta Verdade. Isso é o mais importante a ser festejado nesta data. A revelação, isto é, a Epifania, que confirma a divindade do Santo Filho de Deus feito homem, que no futuro sacrificaria a própria vida em nome da salvação de todos nós.

A igreja lembra também hoje os santos: André Corsino e Nilamão

Ler mais > A força interior da Epifania

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Santos Anjos rogai por nós!

quinta-feira, setembro 29th, 2011

29 09 arcanjos miguel rafael e gabrielO mês de setembro tornou-se o mais festivo para os cristãos, pois a Igreja unificou a celebração dos três arcanjos mais famosos da história do catolicismo e das religiões – Miguel, Gabriel e Rafael – para o dia 29 de setembro, data em que se comemorava apenas o primeiro.

Esses três arcanjos representam a alta hierarquia dos anjos-chefes, o seleto grupo dos sete espíritos puros que atendem ao trono de Deus e são seus “mensageiros dos decretos divinos” aqui na terra.

Miguel, que significa “ninguém é como Deus”, ou “semelhança de Deus”, é considerado o príncipe guardião e guerreiro, defensor do trono celeste e do Povo de Deus. Fiel escudeiro do Pai Eterno, chefe supremo do exército celeste e dos anjos fiéis a Deus, Miguel é o arcanjo da justiça e do arrependimento, padroeiro da Igreja Católica. Costuma ser de grande ajuda no combate contra as forças maléficas. É citado três vezes na Sagrada Escritura. O seu culto é um dos mais antigos da Igreja. Gabriel significa “Deus é meu protetor” ou “homem de Deus”. É o arcanjo anunciador, por excelência, das revelações de Deus e é, talvez, aquele que esteve perto de Jesus na agonia entre as oliveiras. Padroeiro da diplomacia, dos trabalhadores dos correios e dos operadores dos telefones, comumente está associado a uma trombeta, indicando que é aquele que transmite a Voz de Deus, o portador das notícias. Além da missão mais importante e jamais dada a uma criatura, que o Senhor confiou a ele: o anúncio da encarnação do Filho de Deus. Motivo que o fez ser venerado, até mesmo no islamismo. Rafael, cujo significado é “Deus te cura” ou “cura de Deus”, teve a função de acompanhar o jovem Tobias, personagem central do livro Tobit, no Antigo Testamento, em sua viagem, como seu segurança e guia. Foi o único que habitou entre nós. Guardião da saúde e da cura física e espiritual é considerado, também, o chefe da ordem das virtudes. É o padroeiro dos cegos, médicos, sacerdotes e, também, dos viajantes, soldados e escoteiros.

A Igreja Católica considera esses três arcanjos poderosos intercessores dos eleitos ao trono do Altíssimo. Durante as atribulações do cotidiano, eles costumam aconselhar-nos e auxiliar, além, é claro, de levar as nossas orações ao Senhor, trazendo as mensagens da Providência Divina. Preste atenção, ouça e não deixe de rezar para eles.

SÃO MIGUEL ARCANJO: Vós, Príncipe dos exércitos celestes, Vencedor do dragão infernal, recebestes de DEUS força e poder para aniquilar, pela humildade, a soberba do príncipe das trevas. Insistentemente vos suplicamos que nos alcanceis de DEUS a verdadeira humildade de coração, uma fidelidade inabalável no comprimento contínuo da vontade de DEUS e uma grande fortaleza no sofrimento e na penúria. Ao comparecermos perante o tribunal de DEUS – Socorrei-nos para que não desfaleçamos!

SÃO GABRIEL ARCANJO: Vós, Anjo da Encarnação, Mensageiro fiel de DEUS, abri os nossos ouvidos para que possam captar até as mais suaves sugestões e apelos da graça emanados do Coração amabilíssimo de nosso Senhor. Nós Vos suplicamos que fiqueis sempre junto de nós, para que, compreendendo bem a Palavra de DEUS quer de nós. Fazei que estejamos sempre disponíveis e vigilantes – Que o Senhor, quando vier, não nos encontre dormindo!

SÃO RAFAEL ARCANJO: Vós que sois lança e bálsamo do amor divino, nós vos suplicamos, feri o nosso coração e depositai nele um amor ardente a DEUS. Que a ferida não se apague nele, para que nos faça perseverar todos os dias no caminho do amor – Que tudo vençamos pelo amor!

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